O Instituto Terra Dourada está entre os vencedores do Prêmio Periferia Viva 2025, iniciativa nacional promovida pela Secretaria Nacional de Periferias do Ministério das Cidades, que reconhece ações transformadoras em territórios periféricos e tradicionais. O projeto premiado, Mulheres Empreendedoras da Amazônia, idealizado pela artista e empreendedora social Núbia Dourado, destaca-se como uma tecnologia social inovadora voltada ao fortalecimento econômico e cultural de mulheres indígenas e quilombolas da região amazônica tocantinense.
O prêmio recebeu 2.540 inscrições de todo o país — um recorde, com mais que o dobro de propostas submetidas na edição anterior. Na categoria Iniciativas Populares, da qual o projeto tocantinense faz parte, 150 ações foram selecionadas. Cada iniciativa recebe um incentivo financeiro de R$ 50 mil, destinado à continuidade e ao fortalecimento das atividades comunitárias.
O projeto Mulheres Empreendedoras da Amazônia promove inclusão econômica, geração de renda e valorização da cultura amazônica, por meio do artesanato tradicional, da bioeconomia e da circulação de produtos criados por mulheres de diferentes comunidades. A iniciativa articula saberes ancestrais a oportunidades de mercado, contribuindo diretamente para a autonomia financeira e o protagonismo feminino.
Com os recursos do prêmio, será realizada a Feira Cultural de Artesanato – Mulheres Empreendedoras da Amazônia, que amplia a visibilidade e fortalece a comercialização das peças produzidas por artesãs indígenas, quilombolas e urbanas. A feira integra ainda ações formativas, rodas de conversa, atividades educativas e a produção de um vídeo documentário, que registra histórias, processos criativos e tradições culturais.
Para a idealizadora do projeto, Núbia Dourado, o reconhecimento é uma conquista coletiva:
“Acreditamos na força da cultura amazônica e no potencial das mulheres para promover mudanças reais em suas comunidades. Este prêmio é um passo importante para ampliar a visibilidade dessas artesãs e fortalecer suas trajetórias.”
Com o tema “Periferia Viva é Construção Coletiva”, a 3ª edição do prêmio reconheceu 178 iniciativas em diferentes categorias:
Iniciativas Populares – 150 selecionadas
Assessorias Técnicas – 25 premiadas
Entes Públicos – 3 reconhecidos com troféu e certificado
A Região Norte se destacou com 21 iniciativas premiadas, evidenciando a potência das ações comunitárias na Amazônia Legal.
Para o Secretário Nacional de Periferias, Guilherme Simões, o prêmio fortalece lideranças locais:
“O Prêmio Periferia Viva reconhece e fortalece quem transforma o país a partir das periferias. As soluções para o Brasil estão sendo construídas todos os dias dentro das comunidades.”
A coordenadora do prêmio, Kaísa Santos, reforça o impacto da participação:
“A expressiva quantidade de projetos inscritos mostra a resiliência das periferias e a importância de valorizar iniciativas que impactam a vida de tantas pessoas.”
O Instituto Terra Dourada atua com cultura, bioeconomia e empreendedorismo feminino, desenvolvendo projetos que geram impacto social positivo e preservam a diversidade cultural da Amazônia.
O resultado final será publicado no Diário Oficial da União e está disponível no Mapa das Periferias, plataforma oficial do Prêmio Periferia Viva.
https://mapadasperiferias.cidades.gov.br/premio/
Publicado em: 24/11/2025