Equipe da tecnologia social Mulheres Empreendedoras da Amazônia visita comunidade quilombola Barra da Aroeira e destaca protagonismo feminino na bioeconomia tocantinense

Equipe da tecnologia social Mulheres Empreendedoras da Amazônia visita comunidade quilombola Barra da Aroeira e destaca protagonismo feminino na bioeconomia tocantinense

A equipe da tecnologia social Mulheres Empreendedoras da Amazônia, iniciativa do Instituto Terra Dourada, realizou uma visita à comunidade quilombola Barra da Aroeira, localizada no município de Santa Tereza do Tocantins. A ação teve como objetivo fortalecer o diálogo com as mulheres da comunidade e valorizar o papel feminino na construção de uma bioeconomia inclusiva e sustentável no estado.

Durante a visita, a idealizadora do projeto, Núbia Dourado, ressaltou a importância de reconhecer e divulgar o protagonismo das mulheres quilombolas que mantêm vivas tradições produtivas baseadas no extrativismo e na agroecologia.

“As mulheres da Barra da Aroeira são guardiãs de saberes ancestrais e protagonistas na economia local. Elas mostram que é possível gerar renda com respeito à natureza e à cultura”, destacou Núbia.

A comunidade, certificada pela Fundação Cultural Palmares, é reconhecida por suas práticas agroecológicas e pelo uso sustentável de frutos nativos como pequi, buriti, bacaba e barú, que compõem a base de sua economia e cultura alimentar.

A visita integra as ações do projeto Mulheres Empreendedoras da Amazônia, que valoriza e fortalece o artesanato indígena e quilombola do Tocantins, promovendo visibilidade às mulheres que empreendem com sustentabilidade e saberes da floresta.

Durante a vivência, Núbia esteve acompanhada da parceira Durvalina e foi recebida pela líder comunitária Maria de Fátima, que apresentou as artesãs e guardiãs das tradições locais. Entre elas, Edna, que se dedica ao artesanato em capim dourado; Dona Hermínia, raizeira e conhecedora das plantas medicinais; Dona Almerinda, que transforma ervas e frutos em licores e garrafadas medicinais; e Silva, músico e artesão que fabrica violas de buriti e um engenho artesanal para moer cana.

“Foi uma vivência rica e inspiradora. Conhecer essas pessoas é compreender a força da ancestralidade e o valor da cultura quilombola para o Tocantins e para a Amazônia”, afirmou Núbia Dourado.

O projeto tem como propósito fortalecer o protagonismo feminino, valorizar o artesanato tradicional e promover a economia criativa e sustentável, com foco nas mulheres indígenas e quilombolas da região.

Publicado em: 03/11/2025